A paisagem como tema, problema e situação
Palavras-chave:
Filosofia, Filosofia da arte, Paisagem, PampaResumo
O lugar de enunciação que sustenta um discurso não só remite às condições socioeconômicas que atravessam aos sujeitos senão também ao espaço determinando que possibilite uma existência particular. Neste sentido, a paisagem pode apresentar-se, além de como um tema, como uma situação na qual e através da qual se produz uma obra artística. Para realizar este percorrido até o sítio do falante, é interessante recuperar o giro da relação com a natureza de Kant no seu sentimento do sublime para recuperar a Debray na sua referência a uma ‘geografia da arte’. Esta ‘volta ao solo’ é uma arista mais desde a qual se pode pensar a estrutura da paisagem. E um caso que nos chama particularmente a atenção é a figura de ‘a Pampa’ nos escritos argentinos, tendo como primeira referência o Facundo de Sarmiento. Esta noção, retomada por Horacio González, não só é temática senão que a paisagem transcende o seu lugar físico para se transladar como categoria. A sua vez, a proposta gira até um tratamento situacional que afeta à conformação de sentido que se constrói em torno não só ao lugar senão aos seus habitantes.
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Referências
DEBRAY, Régis. Vida y muerte de la imagen. Historia de la mirada en Occidente. Barcelona: Paidos, 1994.
FOUCAULT, Michel. Las palabras y las cosas. México: Siglo XXI, 1968.
GONZÁLEZ, Horacio. Restos pampeanos. Ciencia, ensayo y política en la cultura argentina del siglo XX. Buenos Aires: Editorial Colihue, 1999.
KANT, Inmanuel. Crítica del juicio. Madrid: Librerías de Francisco Iravedra, 1876.
ROIG, Arturo A. Para una lectura filosófica de nuestro siglo XIX. Mendoza: FFyL-UNCuyo, 2008.
SARMIENTO, Domingo Faustino. Facundo. Buenos Aires: Losada, 1963.
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