CIELITO LINDO
Quando as imagens (re)tocam a realidade
DOI:
https://doi.org/10.48162/rev.45.035Palavras-chave:
cartões postais, montagem, representação de paisagem, céuResumo
A paisagem do Antropoceno se torna frágil, como a arquitetura moderna. Se na primeira prevaleceram as necessidades das massas trabalhadoras, na Paisagem Moderna serão as massas consumidoras que, além de explorá-la e esgotá-la, a substituirão por sua imagem, sua representação, anulando assim sua existência e patrimonializando — em seu aspecto literalmente econômico — sua representação para venda perfeita. Os cartões-postais refletem isso claramente. O anacronismo do envio de um cartão-postal hoje não é, contudo, a manipulação e o retoque de sua imagem. O cartão-postal não viaja mais carregado de emoção, mas carregado de munição. Munição suficiente para bombardear e destruir qualquer destino suscetível — muito suscetível — de ser entregue ao turista consumidor. Por todo esse mundo de cartófilos, em seu auge, vemos como o céu se torna protagonista de um jogo de repetições e montagens. Às vezes, o mesmo céu se multiplica sobre diferentes paisagens; outras vezes, a mesma paisagem se reinventa sob diferentes céus. Nesta prática de montagem, os cartões-postais revelam sua essência como dispositivos visuais que desafiam nossa percepção e nos convidam a refletir sobre a construção visual e os estereótipos da paisagem. A cortina se abre para o fantástico espetáculo celestial.
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