Lenir de Miranda
entre o político e o experimental (1966-1985)
DOI:
https://doi.org/10.48162/rev.45.045Parole chiave:
Lenir de Miranda, Artes Visuales, Política, ExperimentalismoAbstract
Este artigo analisa parte da produção artística de Lenir de Miranda (Pedro Osório, Brasil, 1945) entre os anos de 1966 e 1985. Trata-se de um período atravessado pela ditadura civil-militar brasileira (1964–1985), no qual, mesmo diante da repressão estatal, a artista desenvolveu práticas dissidentes e politicamente engajadas. A partir de correspondências virtuais e documentos trocados entre a artista e o autor, tomados como indícios de uma trama mais ampla, traça-se um panorama das práticas adotadas por Lenir desde sua inserção na Escola de Belas Artes de Pelotas, perpassando por trabalhos realizados na década de 1970 e pela coordenação do grupo de arte experimental Cerebelo nos idos dos anos 1980, vinculado ao Instituto de Letras e Artes da Universidade Federal de Pelotas. Com base em uma metodologia que transita do micro ao macro e propõe diálogos transnacionais, busca-se situar a relevância da atuação de Lenir em articulação com outros artistas e iniciativas de seu tempo. As análises evidenciam como o político e o experimental constituíram dimensões centrais em seus primeiros anos de atuação profissional, contribuindo para a compreensão da importância de sua produção no panorama artístico brasileiro sob o regime autoritário.
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